André Kertész

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Considerado como um dos principais artistas da fotografia da Europa, principalmente pela sua contribuição às evoluções da composição fotográfica, André Kertész nasceu na Hungria em 2 de julho de 1894.

O desejo da família era que ele seguisse a carreira como como corretor de ações, o que cumpriu com êxito. Mas Kertész seguiu paralelamente na fotografia, como um entusiasta.

Durante a Primeira Grande Guerra, na metade da década de 20, ele mudou-se para Paris, onde trabalhou para a primeira revista ilustrada da França chamada VU. Envolvido com muitos jovens artistas imigrantes e o movimento Dada, ele alcançou sucesso crítico e comercial.

Já no período da Segunda Guerra Mundial, Kertész decidiu emigrar para os Estados Unidos, em 1936, onde teve que reconstruir sua reputação por meio de um trabalho comissionado. Nos anos 1940 e 1950, ele parou de trabalhar para revistas e começou a alcançar um maior sucesso internacional. Sua carreira é geralmente dividida em quatro períodos, com base em onde ele estava trabalhando e pelo reconhecimento de seu trabalho. Eles são chamados: o período húngaro, o período francês, o período americano e, para o fim de sua vida, o período internacional.

Ao longo da maior parte de sua carreira, Kertész foi descrito como o “soldado desconhecido” que trabalhou nos bastidores da fotografia, mas que raramente foi citado por seu trabalho, mesmo em sua morte nos anos de 1980. 

Em 1927, por exemplo, ele foi o primeiro fotógrafo a ter uma exposição individual, mas foi apenas em 1946 no Art Institute of Chicago, que Kertész, enfim, sentiu pela primeira vez que recebeu críticas positivas sobre seu trabalho.

Hoje, algumas de suas obras, tais como The Fork (1928), Melancholic Tulip (1939) e Washington Square, Nova York (1954), estão entre as fotografias mais famosas do mundo.

Na fotografia de rua, Kertész é tido como um ícone a ser seguido. A facilidade que tinha de compôr imagens em três planos e a capacidade de observar o cotidiano de forma única faziam com que ele transformasse o ordinário em extraordinário. Um grande exemplo disso está em seu trabalho no bairro Meudon, em Paris.

Parte das fotografias de André Kertész hoje integra o acervo do The Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

Kertész morreu em 28 de setembro de 1985.

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